A água que abastece as edificações pode ter diferentes origens, dentre as quais a principal é a rede pública de abastecimento de água, que cobre quase 100% da área urbana dos municípios. A vantagem de usar esta água é a sua qualidade e segurança, a qual deve ser assegurada pela Companhia de Abastecimento que trata e distribui esta água, no caso de Santa Catarina, a CASAN.

Fontes alternativas de abastecimento são os denominados poços artesianos pouco profundos, os quais, em sua maioria, são águas do lençol freático. Ou seja, estão sob a pressão atmosférica e estão mais sujeitos à contaminação devido à infiltração de águas poluídas, provenientes de diversas fontes de contaminação, tais como resíduos sólidos (lixo) e esgoto. Estes poços devem ser providos de um conjunto moto-bomba cuja tubulação de sucção pode ter, no máximo, de 7 a 8 metros de profundidade, conforme mostra a figura abaixo.

Fonte da imagem: adaptado de Carvalho Junior, 2013
Fonte da imagem: adaptado de Carvalho Junior, 2013

Fonte Imagem – Poço pouco profundo (água do lençol freático) Fonte: adaptado de Carvalho Junior, 2013

Também existem poços profundos, os quais geralmente captam água de lençóis confinados, os quais tendem a ser menos sujeitos à contaminação. Neste caso, utiliza-se bombas de eixo prolongado, na qual o motor fica na superfície e aciona a bomba no fundo do poço por meio de um eixo vertical no interior da tubulação, podendo atingir grandes profundidades, normalmente até 300m. (Carvalho Junior, 2013).

As águas de poço devem ser analisadas periodicamente em laboratórios especializados, a fim de atestar a sua potabilidade. São necessárias análises físico-químicas e bacteriológicas. É recomendável que se faça a desinfecção desta água. Antes de se perfurar um poço, é necessário ter autorização do órgão ambiental e demais órgãos competentes.

Parte da água a ser utilizada nas edificações pode ser proveniente do armazenamento da água da chuva ou, ainda, do reuso das denominadas águas cinzas (uma parte do esgoto). Essas águas devem ter um tratamento prévio e devem ser utilizadas apenas para fins não potáveis. Essas práticas sustentáveis são uma tendência da construção civil atual, visto que a escassez de água de abastecimento já está acontecendo e tende a piorar.

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